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Aula magna Internacional da Universidade da Maturidade Indígena movimenta Tocantínia

Por Zacarias Martins – Fotos: Divulgação

Na manhã deste sábado, 21, a Aldeia Xerente Zé Brito, localizada no município de  Tocantínia, na região central do estado, foi palco de um encontro histórico que uniu tradição, educação e interculturalidade.

A Aula Magna Internacional do projeto de extensão da Universidade Federal do Tocantins(UFT) intitulado Universidade da Maturidade (UMA), polo indígena de Tocantínia,   reuniu representantes de sete países:  Portugal, França, Espanha, Chile, Cazaquistão, Eslováquia e Brasil, todos, em uma celebração marcada pela valorização da cultura indígena Akwẽ Xerente e pelos 20 anos da instituição.

Recepção Calorosa

O evento teve como mentores a Dra.Neila Brunsi Osório e o Dr. Luís Sinésio Neto, referências na construção de uma tecnologia social e educacional voltadas ao envelhecimento humano. A programação teve início com uma recepção calorosa conduzida pelo coordenador do polo da UMA em Tocantínia, professor Mestre  André Goveia, ao lado da equipe formada pelos professores Mestres Samuel Marques, Marcos Swuate e Orcimar Amorim.

A anfitriã do encontro, a cacique e anciã Isabel Xerente, acolheu os visitantes juntamente com os acadêmicos indígenas, reafirmando o espírito de fraternidade do povo Akwẽ.

Espaço sagrado

Ao som de cantos tradicionais, as delegações internacionais adentraram o Grande Warã — espaço sagrado destinado aos encontros comunitários e à escuta dos anciãos.

UMA Indígena

Durante a abertura, o professor André Goveia destacou os objetivos da Universidade da Maturidade – polo  Indígena  de Tocantínia, enfatizando o papel da educação na valorização cultural e na promoção do envelhecimento ativo entre os povos originários. Em seguida, o professor Mestre Marcos Swuate, a etnia Xerente,  apresentou a simbologia da pintura corporal Akwẽ Xerente, explicando sua relação com os clãs e identidades do povo.

Imersão na cultura Xerente

Em um momento de imersão cultural, os representantes internacionais foram convidados a experimentar as pinturas tradicionais, produzidas com tintas naturais extraídas de plantas como o jenipapo e a cabaça.

Integração cultural

A programação seguiu com a apresentação do canto tradicional “Aré, Aré, Um novo sol vai nascer”, entoado pelos acadêmicos indígenas. Em um gesto de união, os visitantes foram convidados a participar da dança, de mãos dadas com a comunidade, simbolizando a integração entre culturas e nações.

Importância cultural

Em sua fala, a professora Neila Brunsi Osório agradeceu a acolhida da comunidade e ressaltou a importância da cultura indígena Akwẽ como patrimônio vivo e essencial para o fortalecimento de práticas educativas mais humanas e inclusivas.

Destaque culinário

Outro momento marcante foi a apresentação da culinária tradicional, com destaque para a paparuta — prato típico preparado com massa de mandioca fresca, carne bovina e peixe, assado na brasa e envolto em folhas de bananeira. A degustação proporcionou aos participantes uma experiência sensorial da cultura local.

 

Encerramento

O encerramento do evento foi simbólico e carregado de significado: representantes de cada país realizaram o plantio de árvores do cerrado no pátio da aldeia, em um gesto coletivo de compromisso com a preservação ambiental. A atividade foi acompanhada por um cântico tradicional Akwẽ em reverência à natureza, enquanto os participantes retornavam ao Grande Warã.

A Aula Magna Internacional reafirma o protagonismo da Universidade da Maturidade na promoção de uma educação intercultural e inclusiva, evidenciando que o diálogo entre saberes tradicionais e acadêmicos é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa, diversa e sustentável.

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