{"id":1097,"date":"2021-04-12T16:16:56","date_gmt":"2021-04-12T19:16:56","guid":{"rendered":"http:\/\/focotocantinense.com.br\/?p=1097"},"modified":"2021-04-12T16:19:52","modified_gmt":"2021-04-12T19:19:52","slug":"povos-indigenas-integram-colcha-de-retalhos-da-cultura-tocantinense","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focotocantinense.com.br\/?p=1097","title":{"rendered":"Povos ind\u00edgenas integram colcha de retalhos da cultura tocantinense"},"content":{"rendered":"\n<p>De acordo com o mais recente relat\u00f3rio do Instituto Brasileiros de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), o Pa\u00eds possui 502.783 ind\u00edgenas na zona rural e outros 315 mil habitando zonas urbanas. Dos 5.570 munic\u00edpios brasileiros, 827 registram localidades ind\u00edgenas. Dessas, 632 s\u00e3o terras oficialmente delimitadas. No total, s\u00e3o 305 etnias reconhecidas, com 274 l\u00ednguas distintas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No Tocantins, os levantamentos mais recentes do IBGE estimam uma popula\u00e7\u00e3o acima de 14 mil ind\u00edgenas, distribu\u00eddos em nove etnias: Karaj\u00e1, Xambio\u00e1, Java\u00e9 (que forma&nbsp;o povo Iny) e ainda os Xerente, Apinaj\u00e8, Krah\u00f4, Krah\u00f4-Kanela, Av\u00e1-Canoeiro (Cara Preta) e Pankararu. A preserva\u00e7\u00e3o da l\u00edngua e das tradi\u00e7\u00f5es culturais varia conforme cada povo e hist\u00f3rico de sobreviv\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cConhecer e respeitar os povos ancestrais que habitam o Tocantins s\u00e3o&nbsp;uma forma de garantir a sobreviv\u00eancia destes grupos, com toda sua base de conhecimentos tradicionais e riqueza cultural\u201d, pontua o presidente da Ag\u00eancia do Desenvolvimento do Turismo, Cultura e Economia Criativa, Jairo Mariano, ressaltando que o Governo do Tocantins possui diversos programas de apoio \u00e0s etnias tocantinenses, executados por Pastas diversas.<\/p>\n\n\n\n<p>Confira a seguir um resumo sobre cada etnia do Tocantins, sua origem e peculiaridades culturais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Povo<\/strong>&nbsp;<strong>Iny&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os Karaj\u00e1, Karaj\u00e1-Xambio\u00e1 (ou apenas Xambio\u00e1)&nbsp; e Java\u00e9 formam o povo Iny (pronuncia-se \u2018in\u00e3\u2019), pertencente ao tronco ling\u00fc\u00edstico Macro-J\u00ea, fam\u00edlia e l\u00edngua Karaj\u00e1. Juntos, formam o maior povo do Tocantins, com 6.123 ind\u00edgenas, conforme o \u00faltimo levantamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Essencialmente coletores e pescadores, ap\u00f3s longo per\u00edodo de migra\u00e7\u00e3o, os Iny se fixaram na Ilha do Bananal. Os Karaj\u00e1 da Ilha, ou de cima,&nbsp;tamb\u00e9m s\u00e3o chamados de ib\u00f2\u00f2 mar\u00e3du. Os Java\u00e9 vivem \u00e0s margens do rio Java\u00e9 e s\u00e3o denominados o&nbsp;<em>povo do meio<\/em>&nbsp;e os Xambio\u00e1, iraru mah\u00e3du, s\u00e3o os Karaj\u00e1 de baixo e est\u00e3o localizados na Terra Xambio\u00e1, no munic\u00edpio de Santa F\u00e9 do Tocantins. Destes, os que mais sofreram perdas culturais, especialmente a l\u00edngua original, em fun\u00e7\u00e3o da conviv\u00eancia com o n\u00e3o ind\u00edgena, foram os Xambio\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>A confec\u00e7\u00e3o de objetos de cer\u00e2mica e madeira, a pintura corporal, a arte plum\u00e1ria e as bonecas Ritxok\u00f2 s\u00e3o tradicionais da cultura Karaj\u00e1, assim como as festas e os rituais. As mais conhecidas e preservadas s\u00e3o: os rituais do Hetohoky (pronuncia-se retorroc\u00e3, que significa Casa Grande) e Aruan\u00e3, a&nbsp;Festa do Mel, o Itxeo (Homenagem aos Mortos), Maarasi (Festa da Alegria).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Apinaj\u00e8<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em&nbsp; torno de 1.913 ind\u00edgenas vivem na regi\u00e3o norte do Estado, na reserva criada em 1985, que abrange os munic\u00edpios de Tocantin\u00f3polis, Mauril\u00e2ndia, Araguatins e Lagoa de S\u00e3o Bento, perfazendo um total de 141.904 hectares. O povo Apinaj\u00e8&nbsp;se autodenomina Panhi e pertence ao tronco lingu\u00edstico Macro-J\u00ea. Os ind\u00edgenas sobrevivem da agricultura de subsist\u00eancia, da ca\u00e7a, da coleta de baba\u00e7u, do qual extraem o \u00f3leo das am\u00eandoas, aproveitam a palha para fabricar utens\u00edlios dom\u00e9sticos, coberturas de suas casas e as cascas s\u00e3o utilizadas como combust\u00edvel para cozinhar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Produzem o artesanato de sementes e mi\u00e7angas que comercializam nas cidades vizinhas. Entre suas tradi\u00e7\u00f5es est\u00e1 a M\u00eakapr\u00ee, ritual para fazer o esp\u00edrito voltar ao corpo do doente; o P\u00e0rkap\u00ea, ritual que homenageia os mortos&nbsp;e o fim do luto, chamada festa da Tora Grande.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Xerente<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O povo que se denomina Akw\u00ea,&nbsp;<em>gente importante,<\/em>&nbsp;<em>indiv\u00edduo,<\/em>&nbsp;vive na margem direita do rio Tocantins, perto da cidade de Tocant\u00ednia, na Terra Ind\u00edgena Xerente, em um total de 183.542 hectares de \u00e1rea demarcada. Os Xerente tamb\u00e9m pertencem ao grupo lingu\u00edstico Macro-J\u00ea e sobrevivem da<em>&nbsp;ro\u00e7a de toco<\/em>,&nbsp;onde plantam milho, arroz e mandioca.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os cerca de 3.152 ind\u00edgenas Xerente s\u00e3o sobreviventes de v\u00e1rias guerras entre povos e massacres promovidos por fazendeiros. Est\u00e3o distribu\u00eddos em mais 80 aldeias. O artesanato \u00e9 produzido principalmente com a palha de baba\u00e7u, seda de buriti, sementes dos quais surgem cestas, balaios, redes, bolsas, esteiras, adere\u00e7os e de adornos e enfeites. As pe\u00e7as artesanais s\u00e3o comercializadas nas cidades pr\u00f3ximas \u00e0 reserva e acredita-se que a arte de tran\u00e7ar o capim dourado tenha sido repassada pelos Xerente aos moradores das comunidades negras do Jalap\u00e3o, h\u00e1 cerca de um s\u00e9culo.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre suas tradi\u00e7\u00f5es mais preservadas est\u00e3o o Wak\u00ea (Festa de dar nomes), o Kupr\u00ea (Homenagem aos mortos), o Padi&nbsp;(Festa do Tamandu\u00e1 Bandeira) e a corrida de toras de buriti.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Krah\u00f4<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Conhecidos como os&nbsp;<em>senhores do Cerrado&nbsp;<\/em>e por sua alegria genu\u00edna, o povo Krah\u00f4 habita terra ind\u00edgena situada na regi\u00e3o de Itacaj\u00e1 e Goiatins, com 302.533 hectares, demarcada em 1976. A \u00faltima contagem apontava para 2.843, mas suas lideran\u00e7as acreditam que a popula\u00e7\u00e3o seja bem maior, em fun\u00e7\u00e3o do alto \u00edndice de nascimentos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Todas as suas aldeias apresentam estrutura em forma circular, com habita\u00e7\u00f5es em torno de uma \u00e1rea vazia. O&nbsp;p\u00e1tio central ou K\u00e1, que representa o cora\u00e7\u00e3o da aldeia, \u00e9 o lugar em que&nbsp;re\u00fanem-se para dividir o trabalho e tomar decis\u00f5es importantes para a comunidade. Pertencentes ao tronco Macro-J\u00ea, t\u00eam suas aldeias divididas em dois partidos \u2013 o do inverno (Katam\u2019j\u00ea) e o do ver\u00e3o (Wakm\u2019j\u00ea) -, que se revezam no poder de acordo com os per\u00edodos de chuva e seca na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os Krah\u00f4 s\u00e3o reconhecidos pela preserva\u00e7\u00e3o de suas tradi\u00e7\u00f5es e celebra\u00e7\u00f5es. Possuem como s\u00edmbolo sagrado uma machadinha de pedra chamada de Khoyr\u00e9, que passou v\u00e1rios anos sob cust\u00f3dia de uma universidade, at\u00e9 ser recuperada. A corrida de toras em torno do p\u00e1tio central das aldeias \u00e9 uma das tradi\u00e7\u00f5es. As toras de buriti s\u00e3o especialmente preparadas para as festividades, como a Festa da Batata (Panti), a Festa do Milho (p\u00f4nh\u00ea), a Festa Wyth\u00f4, a Empena\u00e7\u00e3o das Crian\u00e7as e a Feira das Sementes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Krah\u00f4<\/strong>&#8211;<strong>Kanela<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Este povo alega descend\u00eancia de duas etnias distintas: Krah\u00f4 e Kanela, ambos povos Timbira (tronco Macro-J\u00ea), origin\u00e1rios do Maranh\u00e3o, de uma regi\u00e3o conhecida como Bons Pastos. Os ind\u00edgenas foram expulsos de suas terras originais pelo avan\u00e7o da pecu\u00e1ria, que causou uma s\u00e9rie de conflitos. O grupo migrou para as terras de Mata Alagada, no munic\u00edpio de Lagoa da Confus\u00e3o, entre os rios Formoso e Java\u00e9, sendo expulso no final dos anos de 1970.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s um per\u00edodo vivendo na Ilha do Bananal ou espalhados por v\u00e1rios munic\u00edpios, e uma extensa luta judicial, os Krah\u00f4-Kanela conseguiram a regulariza\u00e7\u00e3o da Terra Ind\u00edgena em Lagoa da Confus\u00e3o, no in\u00edcio dos anos 2000, al\u00e9m do reconhecimento da Funai como etnia, o que garantiu acesso a a\u00e7\u00f5es de assist\u00eancia, antes negadas&nbsp;a estes ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, este povo busca uma retomada dos conhecimentos tradicionais e de sua base cultural, incluindo a revitaliza\u00e7\u00e3o da l\u00edngua materna, com apoio de institui\u00e7\u00f5es de ensino superior. O \u00faltimo levantamento oficial da Funai\/IBGE aponta para 39 ind\u00edgenas desta etnia, mas h\u00e1 registros que citam a exist\u00eancia de quase 100 pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Av\u00e1<\/strong>&nbsp;<strong>Canoeiros<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os Av\u00e1-Canoeiro autodenominam-se \u00c3wa, palavra que significa gente, pessoa, ser humano. Na regi\u00e3o do Araguaia, s\u00e3o mais conhecidos como Cara Preta. Foram v\u00edtimas de um processo de dizima\u00e7\u00e3o, decorrente de sua insubordina\u00e7\u00e3o ao dom\u00ednio n\u00e3o \u00edndio. Em 2012, havia registro de uma fam\u00edlia em Goi\u00e1s, pequenos grupos dispersos em aldeias Java\u00e9 (Canoan\u00e3 e Boto Velho) e Karaj\u00e1 (Santa Isabel), uma fam\u00edlia em Palmas e um grupo isolado dentro do Parque Nacional do Araguaia (Ilha do Bananal).<\/p>\n\n\n\n<p>A l\u00edngua av\u00e1-canoeiro pertence \u00e0 fam\u00edlia tupi-guarani, do grande tronco lingu\u00edstico tupi, mas com forte influ\u00eancia dos dialetos falados no m\u00e9dio Araguaia e no alto Rio Tocantins.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro registro dos Av\u00e1-Canoeiro envolve uma expedi\u00e7\u00e3o realizada pelo Capit\u00e3o Tomaz de Sousa Villa Real, entre Bel\u00e9m do Par\u00e1 e a capital de Goi\u00e1s pelo Rio Araguaia, entre 1791 e 1793, com um massacre de ind\u00edgenas no local conhecido como Ilha do Trope\u00e7o, perto da atual cidade de Peixe (TO). Anos mais tarde, um grupo Cara Preta passou a disputar o territ\u00f3rio da Ilha do Bananal, de ocupa\u00e7\u00e3o tradicional dos Karaj\u00e1 e Java\u00e9.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os Av\u00e1-Canoeiro do Araguaia t\u00eam como meta se reunir em uma futura aldeia na Terra Ind\u00edgena Taego \u00c3wa, na regi\u00e3o da Mata Azul, no munic\u00edpio de Formoso do Araguaia, que hoje se encontra em processo de demarca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pankararu<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O grupo Pankararu existente no Tocantins est\u00e1 localizado nos munic\u00edpios de Figueir\u00f3polis, no assentamento Vale Verde, e em Gurupi. S\u00e3o ind\u00edgenas origin\u00e1rios do sert\u00e3o de Pernambuco, da aldeia Brejo dos Padres, e h\u00e1 cerca de 40 anos migraram para o antigo norte goiano, expulsos pela a\u00e7\u00e3o de posseiros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Terra Ind\u00edgena Pankararu, localizada entre os munic\u00edpios de Petrol\u00e2ndia, Itaparica e Tacaratu, no sert\u00e3o pernambucano, pr\u00f3ximo ao rio S\u00e3o Francisco, foi homologada somente em 1987. Os Pankararu do Tocantins n\u00e3o quiseram retornar e tiveram o direito ao reconhecimento como povo tocantinense pela Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai). Mesmo assim, buscam manter seus costumes e tradi\u00e7\u00f5es como forma de preservar sua identidade cultural.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/n1to.com.br\/img\/uploads\/aaaaaaaaaaaaaaa_5.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com o mais recente relat\u00f3rio do Instituto Brasileiros de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), o Pa\u00eds possui 502.783 ind\u00edgenas na zona rural e outros 315 mil habitando zonas urbanas. Dos 5.570 munic\u00edpios brasileiros, 827 registram localidades ind\u00edgenas. Dessas, 632 s\u00e3o terras oficialmente delimitadas. 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