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Com espetáculo “ O Cabra que matou as cabras”, Cia de Teatro Nu no escuro chega à Gurupi por meio do Projeto de Circulação Online

No dia 30 de outubro o canal  do Grupo Motirõ de Teatro recebe o espetáculo de teatro da companhia goiana Nu Escuro, uma transmissão online seguida de um bate-papo entre realizadoras e realizadores das duas companhias.

Com 25 anos de estrada, a companhia goiana Nu Escuro, chega a Gurupi de maneira virtual, estreando no próximo dia 30 de outubro o seu mais recente projeto, De Dentro do Centro, uma experiência de circulação online de espetáculos teatrais. Em parceria com o grupo gurupiense, o projeto estreia com o espetáculo Plural, uma montagem dirigida por Izabela Nascente, que será seguida de um bate-papo ao vivo onde a diretora e a atriz Adriana Brito, da Nu Escuro, recebem Fernando França, do Grupo Motirõ.

O espetáculo “O Cabra que Matou as cabras” traz um advogado vigarista, que sobrevive dando pequenos golpes em seus clientes, se vê envolvido em um caso de assassinatos de cabras e bodes. Uma trama cheia de traições, trapaças e reviravoltas, onde uma esposa maliciosa engana seu marido advogado que engana um comerciante ganancioso que engana seu empregado que engana um juiz que quer enganar todo mundo.

Uma comédia visceral que lida com as relações de poder e hierarquia implícitas no cotidiano das pessoas e trás o riso como força reveladora e de libertação, um riso festivo que não forja dogmas nem é autoritário, que exorciza os nossos medos e a nossas angustias.

O texto do espetáculo é uma livre adaptação da peça medieval francesa A Farsa do Advogado Pathelin, de autor desconhecido, mesclado com textos de cordéis nordestinos, esquetes de picadeiro, fábulas medievais, ditos populares e vários elementos da cultura popular brasileira. Produzindo, assim, um texto original, inquieto e ágil, contendo bastante versatilidade e surpresas.

A encenação também busca essa pluralidade, trabalhando com diversas linguagens, como o teatro de bonecos, circo e músicas cantadas e tocadas ao vivo. Elementos que ajudam a construir um universo de encantamento regido somente pelas leis do teatro e do carnaval.

Os atores na construção dos personagens partiram de imagens de corpos em transformação, de uma metamorfose ainda incompleta, trabalhando com membros corporais atrofiados ou exagerados, produzindo imagens de corpos grotescos. Essa visão de corpo, além de toda estética da montagem, tenta negar a visão dos cânones modernos de um modo preestabelecido, ideal e acabado da vida cotidiana, do mundo.

O que o espetáculo anseia é um caráter regenerador, transcendente, renovador. Um fôlego de vida marcado pela ambivalência entre o antigo e o novo, o que morre e o que nasce, o principio e o fim dos rituais.

Um novo jeito de fazer teatro

Desde o início da pandemia a Cia de Teatro Nu Escuro vem se aventurando no exercício de reinventar os processos de criação, montagem e circulação de espetáculos. “Acabamos de concluir uma jornada de criação e produção muito intensa com o nosso mais novo espetáculo, Barbas, que foi uma imersão nessa linguagem de websérie, e agora começamos esta nova experiência de circulação online”, comentou o produtor da Nu Escuro Lázaro Tuim.

O projeto Dentro do Centro é uma realização através do Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás, que levará uma programação gratuita com 13 transmissões de espetáculos, além de 4 oficinas. O projeto estreio em Presidente Prudente (SP) e segue para Palmas (TO), Gurupi (TO), Campo Grande (MS), Itajaí (SC), Alagoinhas (BA) e Salvador (BA). Além de Plural, a Nu Escuro apresentará sua mais nova montagem, Barbas, além dos espetáculos O cabra que matou as cabras e Gato Negro.

Sobre a Cia Nu Escuro

A Cia de Teatro Nu Escuro é um grupo de atores-encenadores que trabalha coletivamente, de forma horizontal desde 1996, tendo montado 16 espetáculos e realizado inúmeras oficinas de formação profissional e de público em diversos estados brasileiros e também no exterior, consolidando-se como uma das principais companhias de teatro do Centro-Oeste.

O trabalho contínuo, a trajetória de pesquisas, os investimentos em novas linguagens e a cumplicidade com o público vem rendendo importantes frutos como a Caravana Funarte (2004); Prêmio Agepel de Teatro (2005 e 06); Destaque Cultural do Ano (2005) e Medalha de Mérito Cultural (2010) pelo Conselho Estadual de Cultura de Goiás; Procultura/ Ministério da Cultura (2010); Prêmio Funarte Myriam Muniz (2006, 10 e 11); Prêmio Artes Cênicas na Rua (2009, 11, 12 e 13); Palco Giratório/ Sesc (2015), patrocínio Petrobras entre os anos 2013 à 2016 e Prémio Juriti, pelo Conselho Municipal de Cultura de Goiânia (2019).

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